Resenha Histórica

O Primeiro documento que menciona o nome latido de Soza reporta-se ao ano de 1088 "inter uilla socia et uilla Iliauo".
Teve o primeiro foral de D. Manuel em 17 de Fevereiro de 1514. Parece ter havido em Soza duas igrejas, uma pertencentea ordem dos Templários e doada, depois, por D. Sancho I á de Rocamador, e outra dedicada a S. Miguel, Onde existe actual, que não remonta além do séc. XV. Com a ruína da primeira, a imagem de Nossa Senhora de Rocamador foi transferida para a de S. Miguel. Data do séc. XII e está guardada no museu paroquial. A que está exposta ao público data do séc XIV ou XV.
D. Sancho I deu Sosa, em 1192, a Santa Maria do Rocamador, doação confirmada por D. Afonso III, D. Dinis e D. Fernando. Rocamador fica em França, no departamento de Lot, levantada em alto rochedo calcário, no qual estão escalonados os edifícios que constituem o Santuário de Nossa Senhora de Rocamador, que foi centro de grande peregrinação. A devoção alastrou a Portugal, não se sabe bem em que medida, mas o certo é que D. Afonso II e D. Isabel de Aragão lhe deixaram legados nos testamentos. Teve bens no nosso país, grandes e pequenos, como uma casa em Coimbra, no Quintal dos Fuzeiros, junta à igreja velha de Santa Justa, que se encontra referida no ano de 1360. Sosa foi a doação principal.
 O Padroado de Sosa compreendia, por doação posterior a Rocamador, a região de Mamarrosa e Palhaça (Concelho de Oliveira do Bairro). O território saiu da posse de Rocamador na primeira metade do séc. XV, por forma ainda mal definida. O papa Pio II confirmou Soza a João de Sousa, como comendador da ordem de S. Tiago. D. Afonso V obteve de Sisto IV, em 1478, que Sosa se tornasse comenda perpétua da mesma ordem e que os reis tivessem o padroado. Fora o próprio João de Sosa, o Romanisco, que servira de intermediário na consecução da bula e a trouxera de Roma. O rei, a 8 Agosto de 1481, estando em Évora, antes de encorporar Soza, conforme os termos do documento pontifício, deu o padroado ao mesmo, como recompensa dos serviços  prestados na corte papa, em juro e herdade, com a cláusula de nenhum dos reis poder vir a impedir a sucessão. Foi já D. João II que pediu a confirmação ao pontífice, Inocêncio VIII, que a concedeu a 21 de Julho de 1492, mas, falecendo quatro dias depois, não houve tempo de lavrar o breve respectivo, pelo que veio a dá-lo Alexandre VI, em Agosto de 1492. Seguiu no ramo dos Sousas, com acidentes, tendo passado a transversos e por linha feminina, tão ampla fora a doação do rei, nada habitual em comendas. 
A seguir ao falecimento do sexto senhor, Digo Freire, terceiro neto do primeiro donatário, tomou conta de Soza o segundo condene Miranda do Corvo, Diogo Lopes de Sousa. Ao seu filho, conde marquês de Arronches, Henrique de Sousa Tavares da Silva, foi disputada a sucessão, por sentença de 1674. Este pleito foi de tal importância que, a diversos títulos se lhe referiram muitos jurisconsultos. Por aliança de Família a comenda de Soza passou aos duques de Lafões. Assim se explica que os padroeiros apareçam designados por estes diversos títulos. O concelho medieval delimitava com os de Ílhavo, Vagos e Aveiro. Soza foi concelho da época constitucional até 1865.