ORigens

O antigo concelho de Soza, terminou com a reforma administrativa de 1853. Nesta data passaram para o concelho de Oliveira do Bairro as freguesias de Palhaça e Mamarrosa. Soza ficou enquadrada no concelho de Vagos. Deste velho concelho quase tudo desapareceu. Até os documentos dos arquivos da extinta administração do concelho de Vagos, foram vendidos para embrulhos e para pasta de papel, por um administrador inconsciente e interesseiro.
Data de 1088, o primeiro documento que fala de Soza.
Os Romanos deixaram a sua marca por estas paragens. No lugar onde se encontra o cemitério, teriam feito uma construção de defesa. Este local, ainda hoje, é conhecido por " Crasta ", em sítio altaneiro, está o lugar de " Cubelos " (torreão da antiga fortaleza) e junto ao lugar do Boco existe o lugar de " Ferrarias " onde se faziam ou concertavam os navios. Dos antigos casais, que ficavam a poente da Igreja Matriz, nada existe, tudo desapareceu. Quando se procedeu a escavações para implantar os muros do actual cemitério, descobriram-se sarcófagos de tijolo assentes em barro com uma cobertura de pedra calcárea com caracteres tidos por indecifráveis e vasos cerâmicos junto às ossadas. Segundo alguns especialistas (vg. Dr. David Cristo), estes sarcófagos seriam sepulturas Godas.
Em 1192 D. Sancho I, doou Soza aos frades de Rocamador «. O rei, preocupado com o povoamento desta região e querendo dar uma recompensa aos flamengos que o ajudaram na conquista de Silves, quando iam a caminho da Terra Santa em serviço das Cruzadas, entregou-lhes a orla marítima de Soza , onde abundavam florestas e animais selvagens .
Os frades fundaram uma Igreja e um Hospital junto ao mar (hoje as marinhas do canal do Boco). Segundo rezam as crónicas, estes edifícios foram destruídos por um sismo ou marmoto. Os frades vieram então ocupar a Igreja actual, que se tornou centro de peregrinações. Felizmente que, desta época, se conseguiu encontrar a primitiva Imagem de Nossa Senhora de Rocamador, que se encontra guardada na sala museu da actual Igreja Matriz.
A muita riqueza da ordem de Rocamador que veio a Ter casas em Coimbra, Porto, Lisboa , Torres Vedras e Guarda , todas dependentes de Soza , subverteu o espírito orginal e, por isso , D. Afonso V , embora indirectamente, conseguiu, em Agosto de 1481, a extinção do ordem, por bula do papa Sisto IV.
O foral da Vila de Soza. A carta de foral foi doada a esta Vila por D. Manuel I em 16 de Fevereiro de 1514.